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domingo, janeiro 25, 2009


Ovarense conquista Taça de Portugal
VITÓRIA (92-87) SOBRE O VAGOS APÓS DOIS PROLONGAMENTOS

A Ovarense venceu a Taça de Portugal ao bater, no Barreiro, o Vagos, por 92-87, num intenso jogo que só se decidiu após a realização de dois prolongamentos. Depois de ter afastado o Illiabum (79-71) e o Benfica (90-88, após período suplementar) nas rondas anteriores, os pupilos de Mário Leite sofreram imenso até conseguir arrebatar um troféu que há 19 anos não ia para Ovar.O Vagos foi um digno vencido e, depois de ter estado a perder por 15 pontos, encetou uma sensacional recuperação que quase lhe permitia inscrever pela primeira vez o seu nome entre os vencedores da Taça. No final do tempo regulamentar, bem como no termo do primeiro prolongamento, o Vagos teve excelentes oportunidades para "matar" o jogo mas, por culpa própria e/ou mera infelicidade, acabou por não marcar e falhar a conquista da Taça, um feito que seria o mais importante do respectivo historial.Mesmo sem poder contar com Stempin e Rui Mota (lesionados), a Ovarense cedo mostrou que não estava interessada em ceder o controlo das operações ao opositor. No entanto, mesmo sendo visível o seu maior poderio, a verdade é que os vareiros nunca conseguiram "encostar" o Vagos. Ainda assim, ao intervalo, os 13 pontos de vantagem (45-32) indiciavam que dificimente a vitóiria final não pertenceria à Ovarense.Mas, perto do meio do terceiro período, o Vagos começou uma impressionante reviravolta. Agressivos a defender, os comandados de Costa Dias foram-se aproximando, ganharam ânimo, enervaram o adversário e, de repente, já lideravam e... por 7 pontos (59-52)!Até ao final do tempo regulamentar, o equilíbrio manteve-se e se a Ovarense esteve quase sempre em vantagem, nos derradeiros instantes, um "turnover" de Mário Fernandes quase deitava tudo a perder. Valeu, na circunstância, o facto de João Reveles não ter sido mais lesto a atacar o cesto.O primeiro prolongamento foi também impróprio para cardíacos. O Vagos começou atrás, esteve quase "morto", mas reagiu e, no último ataque, fez 5 tentativas (um lançamento e 4 "tapinhas") para ganhar. Sem sucesso...Nos últimos 5 minutos, a maior experiência dos vareiros acabou por ser determinante. E após muito sofrimento, a Ovarense conseguiu mesmo agarrar um troféu há muito cobiçado.

sábado, novembro 15, 2008


Taça do Mundo INAS-FID

Portugal de Prata ao peito
Num jogo altamente emocionante, Portugal conseguiu bater a Rússia por 42-38 e arrecadou, desta forma, a Medalha de Prata na 1ª Taça do Mundo INAS-FID que terminou hoje em Roma.A partida que deu a medalha de Prata a Portugal terminou há instantes na capital italiana. Portugal saiu vencedor, apesar das dificuldades encontradas como revela Fausto Pereira, seleccionador nacional. "Foi um jogo difícil, mas estivemos quase sempre a ganhar. Foi uma partida muito defensiva de ambas as partes, mas conseguimos ganhar e este é um lugar honroso para todos nós" afirmou o seleccionador.Quanto ao futuro, Fausto Pereira salientou a necessidade de continuar a trabalhar, explicando que "a selecção feminina vai preparar-se com vista à participação no Campeonato do Mundo, em 2010, em Portugal, e a Selecção Masculina vai agora descansar para depois continuar os treinos de preparação para os Global Games que decorrem em Julho de 2009, na República Checa

sábado, setembro 27, 2008

Troféu António Pratas
Resultados
Liga:
Zona Norte
Guimarães 79-76 Porto
Ovarense 80-73 Vagos
Zona Centro
Física 91-78 Ginásio
Zona Sul
Cab 88-58 Belenenses
Benfica 82-80 Barreirense

Proliga:
Zona Norte
Barcelos 51-66 Maia
Esgueira 52-66 Illiabum
Zona Centro
Angra 64-84 Sampaense
Eléctrico 83-62 Sangalhos
Zona Sul
Atlético 65-83 Galitos Fc
Queluz 63-71 Seixal

terça-feira, setembro 16, 2008


FPB deixa Lusitânia de fora da Liga
CAMPEONATO PRINCIPAL REDUZIDO A 11 EQUIPAS

A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) anunciou hoje que o Lusitânia não vai participar na primeira edição da Liga Portuguesa de Basquetebol "por considerar que este clube não deu resposta a questões básicas relacionadas com a organização da competição".Desta forma, apenas irão participar na nova prova federativa 11 equipas: Vagos, Académica, Barreirense, Belenenses, CAB Madeira, Ginásio, FC Porto, Física, Ovarense, Benfica e V. Guimarães.

quinta-feira, setembro 11, 2008


Portugal perde na Letónia (43-79)
FASE FINAL DO EUROPEU CADA VEZ MAIS DISTANTE

A Selecção Nacional voltou a perder na luta pela presença no Campeonato da Europa de 2009. Na terceira jornada do Grupo B da fase de qualificação, Portugal foi derrotado em Riga, capital da Letónia, por esclarecedores 43-79.Depois do desaire caseiro com a Estónia e do forte correctivo na Macedónia, já se esperava que a Selecção Nacional sentisse enormes dificuldades na Letónia, curiosamente perante uma equipa forte mas que, em 2007, no Europeu de Espanha, foi derrotada por Portugal.O primeiro período confirmou as previsões, embora na parte final a equipa comandada por Moncho López tenha conseguido atenuar as diferenças (19-10).No segundo parcial, Portugal jogou muito melhor. Mas, quando chegou a ameaçar equilibrar a superioridade local, os árbitros - de um caseirismo ridículo face à diferença de rendimento dos dos dois conjuntos - trataram de impedir que os jogadores nacionais "crescessem", o que levou o seleccionador a "perder a cabeça" e a ser castigado com falta técnica. Contudo, aquando do descanso, o resultado (25-38) ainda não deixava a Selecção fora da disputa do jogo.A segunda parte, porém, não confirmou a melhoria lusa. Defensivamente, os problemas para suster o "gigante" Biedrins (21 pontos e 12 ressaltos) aumentaram e no ataque, as dificuldades de sempre vieram à tona, conforme se atesta pela magreza de pontos obtidos (Carlos Andrade, com 15 e 8 ressaltos, foi o melhor elemento).No final, Portugal - com uma equipa física e psicologicamente debilitada - sofreu mais uma pesada derrota por 36 pontos de diferença (43-79), resultado que, em definitivo, deixa Portugal praticamente arredado da discussão pela qualificação directa no Europeu de 2009, a disputar na Polónia.No outro jogo da jornada, a Macedónia foi`ganhar à Estónia (90-78). Sábado, na quarta ronda, Portugal joga, muito provavelmente, a cartada decisiva para evitar o último lugar na "poule". Ganhar na Estónia por 10 pontos é objectivo. Difícil, é certo, mas possível se a equipa jogar ao seu melhor nível.

Moncho Lopez: «Temos de pensar em fugir ao último lugar»
SELECCIONADOR NACIONAL APÓS DESAIRE NA LETÓNIA

O espanhol Moncho Lopez, seleccionador português de basquetebol, reconheceu que o apuramento para o Euro'2009 já está fora de questão e que é preciso pensar em "fugir ao último lugar" do Grupo B de qualificação. "Temos de pensar em fugir ao último lugar e, para isso, precisamos de vencer na Estónia", afirmou à Agência Lusa, após a pesada derrota - a terceira em três jogos de apuramento - por 36 pontos na Letónia (79-43). O técnico espanhol afirmou que não vai pensar em vencer por 10 pontos, que valeriam a imediata subida ao terceiro posto do grupo, depois do desaire caseiro perante os letões por 79-70, mas apenas em conquistar o triunfo, sendo que, antes disso, é preciso recuperar das mazelas de mais um jogo muito desgastante. "Foi um jogo muito duro e que nos provocou grande desgaste energético. Vamos tentar recuperar o Jorge (Coelho) - não tem jogado a 100 por cento -, de forma a termos todas as opções para vencer em Talin e ganhar tranquilidade para os últimos jogos", revelou. Quanto a explicações para a derrota, Moncho aponta uma vez mais para o ataque: "Começámos muito concentrados e a defender com muita inteligência e com trabalho duro, mas ofensivamente tivemos muitas dificuldades, como vem acontecendo nos últimos jogos". "A defesa estava bem, mas não marcar no ataque torna-se um grande problema, pois, devagar, aos poucos, o adversário vai aumentando a vantagem e, depois, torna-se muito difícil recuperar", disse.Depois, na parte final, a equipa afundou-se, o que desagradou a Moncho Lopez: "O desacerto foi muito grande no último período e, com a diferença a aumentar, a equipa não conseguiu manter o rigor". A situação está complicada, mas o técnico espanhol não entra em "desculpas fáceis", pois reconhece, a equipa portuguesa tem "problemas de todo o tipo", não apenas psicológicas, naturais face à sucessão de derrotas (três em outros tantos jogos)" "Não me escondo", frisou, garantindo acreditar que a equipa portuguesa pode voltar já aos triunfos sábado: "Temos uma equipa experiente, e não de miúdos, pelo que é mais fácil gerir as emoções e recuperar".
http://www.fibaeurope.com/cid_KNce8jInH7Qj1EsyH5rjn2.gameID_6330-B-5-3.compID_qMRZdYCZI6EoANOrUf9le2.season_2009.roundID_6330.teamID_.html#{1069DEBF-F6B0-48E8-9680-5C0DE029CF6B}

domingo, setembro 07, 2008


Basquetebol » Selecção Nacional
Portugal asfixiado no inferno macedónio
A crónica que se segue é daquelas que nenhum jornalista com o mínimo de sentido patriótico gosta de escrever e que, infelizmente, ao fim dos dez primeiros minutos de jogo já poderia estar escrita. Mau demais para ser verdade. Na terra onde nasceu Alexandre "O Grande", Portugal foi minúsculo, perante uma Macedónia imperial desde o início da partida. Mas foi mesmo antes dela arrancar que as coisas começaram a correr mal, ao ponto de ser equacionada a mudança de pavilhão. É que o marcador dos 24 segundos teimava em não funcionar e o pavilhão inteiro ficou 40 minutos à espera de resolver o problema. A contrariedade seguinte surgiu com apenas 2,57 minutos jogados. Mário Fernandes foi esmagado por um adversário, a falta não foi assinalada e o base português saiu lesionado no ombro para não voltar a entrar. O que se seguiu foi um festival de bolas fáceis não concretizadas por parte dos jogadores da selecção Nacional e, em oposição, tudo o que os macedónios atiravam ao cesto entrava. O desnorte dos jogadores portugueses atingiu o ponto de humilhação, quando, no primeiro período, a equipa lusa apenas marcou quatro pontos. Pior era impossível. Agora, há que recuperar mentalmente o grupo para os próximos compromissos.
A figura
PAULO CUNHAO esclarecido
No meio de tanta apatia, Paulo Cunha teve o mérito de ter sido o único jogador suficientemente esclarecido para lutar contra a desinspiração da própria equipa. Marcou nove pontos, conquistou quatro ressaltos e fez três assistências.
Moncho Lopez"Não tenho explicação"
"Não tenho explicação. Muitos erros no ataque, lançamentos fáceis que não entraram. Perdemos as referências defensivas e no primeiro período já não estávamos em jogo. Estou preocupado, desgostoso, não posso criticar os jogadores, mas não podemos dar esta imagem. Ainda não atirámos a toalha ao chão. Podemos ganhar o próximo jogo".
Carlos Andrade"Importante virar a página"
"Penso que estivemos completamente desconcentrados ao longo deste encontro. Não sei se o problema do marcador teve influência, mas também não quero arranjar desculpas para o resultado que saiu deste jogo. Agora vamos ter de virar a página, sabendo, desde já, que é importante encontrar a resposta para o que se passou."

segunda-feira, julho 21, 2008


Lituânia derrota Portugal (90-61)
EXIBIÇÃO COM ALTOS E BAIXOS DITA RESULTADO INJUSTO

Depois das derrotas com Espanha e Rússia, Portugal fechou a digressão por terras espanholas com mais um desaire, desta feita perante a também cotada Lituânia (61-90). Ainda assim, este foi o jogo em que a Selecção Nacional conseguiu jogar melhor. Aliás, os 10 pontos de diferença com que se chegou ao termo do terceiro período (52-62), provam que a equipa orientada por Moncho López já conseguiu competir com um adversário fortíssimo. O problema foram o primeiro e o quarto períodos, mais dois em que a safra conseguida no ataque se quedou abaixo da dezena de pontos...Portugal voltou a entrar mal. As dificuldades sentidas diante Espanha e Rússia repetiram-se nos primeiros minutos do duelo na Corunha, com destaque para a escassa produtividade no ataque. Os 8 pontos averbados no período inicial, mercê dos débeis 14-2 em lançamentos de campo (6-1 em curta e média distância e 7-1 em triplos), comprovaram que é fácil identificar o principal problema da equipa. Felizmente, do lado contrário, apenas o jogo interior carburava, razão pela qual o “score” (8-19) não intimidava.O segundo período foi bastante diferente. A Selecção Nacional realizou os melhores 10 minutos deste série de três embates com os colossos europeus (e mundiais) e logrou equilibrar uma partida que, momentos antes, parecia condenada a ser sistematicamente desigual. Para que tal fosse possível muito contribuiu não só a subida da percentagem dos lançamentos (nos duplos passou de 17 para 47%), mas também o aparecimento da mentalidade guerreira que, em 2007, levou Portugal a ser a grande sensação do último Campeonato da Europa. Pese a nítida desvantagem no capítulo físico (os lituanos possuem vários “armários”), os homens de Moncho López até a batalha das tabelas nivelaram, atingindo o descanso com um só ressalto a menos (20-21).A perder por 9 (31-40), os portugueses regressaram do balneário dispostos a tentar ainda mais alguma coisa. Mesmo sem poder contar com Paulo Cunha (a entorse sofrida com a Rússia deixou-o “fora de combate”) e Carlos Andrade (a coxa direita voltou a vacilar durante a primeira parte), a equipa foi à procura da sorte. E quando chegou a 40-45, com 7.10 para jogar no período, assustou mesmo o banco lituano, ao mesmo tempo que entusiasmava os muitos portugueses presentes, com destaque para a extensa delegação oriunda de Valença.Sem abdicar das suas pedras fulcrais, a Lituânia tudo tentou para acabar com o jogo, chegando a fugir para os 15 pontos à maior, mas perante a determinação lusa teve de contentar com somente 10 de vantagem aquando do fecho do terceiro parcial, fase em que Portugal mostrou como sair da pressão em campo todo, apresentou um melhor controlo de bola, baralhou os adversários com algumas alterações defensivas e assinou alguns dos lances mais espectaculares do encontro.No último período, contudo, Portugal “borrou a pintura”. O desacerto na hora do lançamento voltou a imperar, assim como os “turnovers” e as faltas desnecessárias que, claro, só serviram para oferecer pontos aos lituanos que, no final, venceram por um mentiroso 90-61. O derradeiro parcial de 28-9 acabou por ditar um “score” demasiado penoso para Portugal. Mas, como sempre, a este nível pagam-se caro as distracções.Saliência para o facto de, individualmente, Nuno Marçal (primeira parte notável) e Jorge Coelho (brilhante perante as “torres” contrárias) terem estado em grande nível, sendo bem secundados por João Santos (11 pontos e 8 ressaltos) e Mário Fernandes (9 pontos e 5 assistências, dentro do que logrou no Euro’07).FériasPouco minutos após o termo do jogo, a Selecção iniciou a viagem de regresso. À sua espera os jogadores têm... as férias. O retorno ao trabalho está agendado para o próximo dia 3 de Agosto, em Rio Maior, onde arrancará o último ciclo de preparação com vista à presença na fase de qualificação para o Europeu de 2009.Recorde-se que antes da estreia (3 de Setembro) na “poule” de qualificação – Estónia, Macedónia e Letónia são os opositores – Portugal ainda irá jogar mais alguns embates de preparação: dias 14 e 15 de Agosto, na Eslováquia, medirá forças com a formação local e a Holanda; de 22 a 24, em localidade a designar (mas sempre em Portugal), será a vez de defrontar Tunísia e Holanda e, por fim, de 28 a 30, na Turquia, confrontos com a equipa da casa, Bósnia e Inglaterra.

Ficha do jogo:
Palácio Riazor, na Corunha.
As equipas alinharam e marcaram:
PORTUGAL (61) – João Figueiredo (1), Carlos Andrade (0), João Santos (11), Nuno Marçal (18) e Elvis Évora (0). Jogaram ainda Mário Fernandes (9), José Costa (0), Jaime Silva (5), Jorge Coelho (17) e Miguel Miranda (0).
Treinador: Moncho López.

LITUÂNIA – Kaukenas (18), Jasikevicius (9), Jasaitis (4), K. Lavrinovic (4) e Javtokas (0). Jogaram ainda Maciulis (12), D. Lavrinovic (5), Kleiza (24), Petravicius (6), Prekevicius (2), Delininkaitis (2) e Lukauskis (4).Treinador: Ramunas Butautas
Parciais: 8-19, 23-21, 21-22 e 9-28

sábado, julho 19, 2008


Portugal perde com a Rússia (64-86)
SELECÇÃO NACIONAL IMPOTENTE PARA SEGURAR CAMPEÃ EUROPEIA

Depois da paupérrima prestação da véspera - em Badajoz, diante da Espanha (35-84) -, Portugal voltou a não brilhar na segunda jornada do Torneio da Extremadura, ao ser batido pela actual campeã europeia, a Rússia, por 64-86. No entanto, desta feita, a equipa liderada por Moncho López já conseguiu mostrar alguma capacidade ofensiva, embora isso só se tenha verificado na segunda parte. Até ao descanso... foi mais uma exibição bastante sofrível.Em preparação para a fase de qualificação do Campeonato da Europa de 2009, Portugal continua a revelar preocupantes lacunas. E se todos os aspectos precisam de ser melhorados para que seja legítimo sonhar com a segunda presença seguida na fase final do Europeu, o ataque necessita, rapidamente, de ganhar maior consistência.Depois de ter tido períodos de 5 e 2 pontos perante os espanhóis, Portugal abriu o duelo com os russos com um parcial de 8 (contra 21), com um único lançamento de campo convertido! Nos segundos 10 minutos, o ataque subiu ligeiramente de produção (12 pontos), mas tal não significou que se tivesse jogado melhor. Longe disso. A comprová-lo, basta dizer que, aquando do descanso, a Selecção tinha 21-4 em "tiros" de campo, 15 bolas perdidas, 16 faltas cometidas e já 47 pontos sofridos. A asfixiante defesa russa - onde pontifica um "monstro" chamado Kirilenko - teve momentos em que, pura e simplesmente, não deixou Portugal jogar.Amostra lusitanaQuando se temia que as dificuldades continuassem (ou aumentassem) na segunda parte, os pupilos de Moncho López tiveram o condão de conseguir reagir perante tantas adversidades. Mais descomplexados, entregaram-se à luta, ganharam confiança no momento do "tiro" (as "bombas" de 3 pontos trouxeram outra motivação) e mostraram, finalmente, que ainda sabem como competir com as melhores equipas do planeta.O "score" de 24-24 no terceiro parcial confirma a melhoria de rendimento de Portugal que, depois, ainda sairia vencedor do derradeiro período (20-15), embora perante um conjunto russo já só a actuar com os atletas que procuram convencer o técnico a levá-los aos Jogos Olímpicos de Pequim.

Portugal "atropelado" em Espanha (35-84)

SELECÇÃO NACIONAL SEM ANDAMENTO PARA OS CAMPEÕES DO MUNDO


Portugal sofreu uma pesada e humilhante derrota (35-84) diante da Espanha, em partida disputada em Badajoz e englobada no Torneio da Extremadura, competição em que também alinha a Rússia. A trabalhar com vista à presença na fase de qualificação para o Campeonato da Europa de 2009 - Macedónia, Letónia e Estónia serão os adversários -, a Selecção Nacional não foi nada feliz na estreia "a sério" de Moncho López ao comando da equipa, encaixando um desaire por números "à antiga", nada condizentes com o prestígio ganho nos últimos tempos. E ter períodos com 5 ou 2 pontos é inexplicável.Depois de vários treinos e de alguns jogos de menor mediatismo (representações regionais espanholas e a equipa B do país vizinho), quis o destino que o primeiro duelo "a doer" do novo seleccionador acontecesse na sua Espanha e perante uma poderosa equipa (campeã mundial em tútulo) que já teve a oportunidade de orientar. E as coisas não correram de feição. Bem pelo contrário. Mais do que a derrota, a Selecção deixou uma pálida imagem do seu real valor, sendo facilmente batida por um conjunto de outra dimensão mas que, desta vez, nem contou com os serviços de Pau Gasol e Navarro, para além de ter utilizado Calderon em escassos 3.18 minutos. Perante um pavilhão lotado (os espanhóis não poupam esforços no sentido de empurrar a sua equipa na busca do título olímpico, depois de alcançado o ceptro mundial), Portugal desde cedo mostrou carências várias: ataque pouco consistente, elevado número de "turnovers", incapacidade gritante na luta das tabelas e escassa percentagem nos lançamentos longos, "arma" obrigatória perante formações como a Espanha. Como se isto não bastasse, logo na primeira parte, a Selecção fez 16 faltas, permitindo 21 lances-livres ao opositor, enquanto dispôs somente de 2 (ambos desperdiçados)!Em relação à equipa que conquistou o histórico nono lugar no Campeonato da Europa de 2007, Portugal foi uma sombra, inclusive na defesa onde as desatenções foram mais que muitas, embora o desânimo que cedo se apoderou dos atletas também tenha contribuído para alguns deslizes. As ausências de Filipe da Silva (problemas pessoais), Francisco Jordão (pediu autorização para só iniciar os trabalhos mais tarde), João "Betinho" Gomes (opção, sendo que o técnico só podia escolher um atleta naturalizado), Miguel Minhava (opção, embora o base do Benfica tenha estado vários meses lesionado no decorrer da última temporada), Sérgio Ramos e Paulo Simão (renunciaram ambos à Selecção) em relação à equipa que esteve no último Europeu não podem explicar tudo. Ainda assim, tratando-se de uma partida de preparação, a Selecção pode e deve reflectir sobre o que correu mal (basicamente... tudo) para melhorar já amanhã, onde em vez da campeão do Mundo terá de enfrentar, em Cáceres, a campeã europeia Rússia, outro "osso" complicadíssimo.

Ficha do jogo
Pavilhão La Granadilla, em Badajoz.
Sob arbitragem de Antonio Conte, Benjamin Jimenez e Martin Granados, as equipas alinharam e marcaram:

ESPANHA (84) - Calderon (0), Rudy Fernandez (2), Jimenez (5), Reyes (12) e Marc Gasol (9). Jogaram ainda Rubio (9), Raul Lopez (7), Berni Rodriguez (11), Mumbru (2), Garbajosa (11), Claver (11), Triguero (2) e Sada (3).Treinador: Aito Garcia Reneses

PORTUGAL (35) - João Figueiredo (0), Paulo Cunha (8), João Santos, (3) Miguel Miranda (2) e Elvis Évora (4). Jogaram ainda Mário Fernandes (0), Jaime Silva (0), Nuno Cortez, (0) Jorge Coelho (6), Carlos Andrade (6), Nuno Marçal (3) e José Costa (3).Treinador: Moncho López


Moncho López: «Esquecer este jogo»
SELECCIONADOR DIZ QUE O OBJECTIVO É A QUALIFICAÇÃO PARA O EURO
O seleccionador de Portugal, o espanhol Moncho Lopéz considerou, após a derrota (35-84) com a Espanha, em Badajoz, que "é preciso esquecer este jogo e continuar a trabalhar".O técnico adiantou que "o objectivo de Portugal é a 3 de Setembro", aludindo à fase de qualificação para o Euro'2009, "enquanto o de Espanha é dentro de alguns dias", numa referência aos Jogos Olímpicos Pequim. "Sabíamos que a formação de Espanha estava em forma, mas nós podíamos ter estado muito melhor", disse Moncho Lopéz, explicando que aconteceu à Selecção Nacional o pior que podia pensar: "Não estar no jogo e ter dificuldades nos primeiros minutos.""A equipa entrou com muita vontade de fazer as coisas bem, mas errou nos lançamentos", explicou, considerando que na parte final Portugal "jogou com melhores movimentos".

domingo, abril 06, 2008

Embora insista em novo campeonato

Mário Saldanha coloca futuro da Liga nas mãos dos clubes

O presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPF), Mário Saldanha, apontou hoje aos clubes a responsabilidade de analisar o futuro da liga profissional, embora defenda um "melhor campeonato com melhores clubes".Reduzido a oito representantes esta época, o número mínimo fixado no protocolo entre a FPF e a Liga, o campeonato profissional passa por sérias dificuldades para sobreviver e já há clubes da prova que tentam encontrar soluções alternativas, à margem do organismo que organiza a prova principal do basquetebol português.Sem querer referir-se directamente a eventuais conversas com alguns participantes na liga profissional, Mário Saldanha insiste que "muita coisa tem de ser modificada no actual panorama", incumbindo os clubes da responsabilidade de definir outro caminho."Compete aos clubes que estão na Liga analisar a actual situação. O que está a acontecer não é agradável para o basquetebol português e entristece-me bastante", reconheceu o presidente da FPF, pouco antes da final inédita da Taça de Portugal, entre FC Porto e Vitória de Guimarães, em Elvas.Defensor de uma nova competição, que reúna os "melhores clubes", Mário Saldanha sublinhou, porém, que "não compete à federação acabar com a Liga profissional", até porque o organismo a que preside "tem de estar sempre na retaguarda do basquetebol para suportar todas as iniciativas que promovam e desenvolvam a modalidade"."Achamos que muita coisa tem de ser modificada. Tem de haver o melhor campeonato com os melhores clubes", insistiu o presidente da FPF.Sobre a 54ª edição da Taça de Portugal, que colocou pela primeira vez na história do basquetebol português uma equipa do segundo escalão na final da prova, o Vitória de Guimarães, Mário Saldanha manifestou-se feliz por esta final a oito, que termina hoje no Coliseu de Elvas, mas admite que esperava mais público."Esperava sinceramente mais gente. Mas muitas vezes estas circunstâncias estão dependentes do nome dos finalistas. Talvez se o Benfica (eliminado nos quartos-de-final) tivesse chegado mais longe provavelmente teríamos casa cheia", afirmou o dirigente.No entanto, para Mário Saldanha cumpriram-se dois dos grandes objectivos com a escolha de Elvas para palco da 54ª edição da Taça de Portugal: "descentralizar e enraizar o basquetebol noutras regiões do país".

Futuro da modalidade
Clubes da Liga colocam profissionalismo em causa

Quatro clubes da Liga profissional - Ovarense, Ginásio, Barreirense e CAB Madeira - reuniram-se, em Elvas, com o presidente da Federação, Mário Saldanha.Em cima da mesa esteve o futuro da modalidade, concretamente o profissionalismo, dada a insatisfação com actuais contornos desse estatuto. Foi discutida a criação de uma nova prova já a partir da próxima época com 12 a 16 equipas, sob a égide de um organismo autónomo a ser criado.Paulo Mamede, bem como FC Porto, Vagos, Lusitânia e Belenenses não estiveram presentes, mas todos os ausentes foram informados do teor da reunião.

quinta-feira, abril 03, 2008

Ovarense e CAB abrem hostilidades
Duas da cinco equipas da LCB presentes na Final a 8 da Taça de Portugal entram em acção já esta quinta-feira. Ovarense Aerosoles e CAB Madeira defrontam-se, em Elvas, por uma vaga nas meias-finais. Na sexta-feira, o Barreirense mede forças com o actual detentor do troféu, o FC Porto Ferpinta, enquanto o Casino Figueira Ginásio enfrenta o Benfica.
Final a 8 (calendário):
Quinta-feira, 3 de Abril
Q1: Vitória de Guimarães - Física de Torres Vedras (18h)
Q2: Ovarense Aerosoles - CAB Madeira (20h)
Sexta-feira, 4 de Abril
Q3: Barreirense - FC Porto Ferpinta (19h)
Q4: Casino Figueira Ginásio - Benfica (21h)
Sábado, 5 de Abril:
M1: Vencedor Q1 - Vencedor Q2 (15h)
M2: Vencedor Q3 - Vencedor Q4 (17h)
Domingo, 6 de Abril:
Vencedor M1 - Vencedor M2 (15h45)

quinta-feira, março 20, 2008


Sorteio "Final 8" da Taça de Portugal

O Coliseu José Rondão de Almeida, em Elvas, vai receber a "Final 8" da Taça de Portugal Masculina, de 3 a 6 de Abril próximos, disputada por cinco equipas da Liga UZO e três da Proliga. O sorteio dos quartos-de-final realizou-se ontem e ditou os seguintes jogos:

Dia 3 (5.ª feira)
18H00: Vitória de Guimarães-Física
20H00: Ovarense-CAB Madeira
Dia 4 (6.ª feira)
19H00: Porto-Barreirense
21H00: Benfica-Ginásio


Belenenses cai em Torres Vedras

FC PORTO, OVARENSE E BENFICA VENCEM NA TAÇA
A Física de Torres Vedras protagonizou a grande surpresa dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, ao receber e vencer o Belenenses, por 88-85, garantindo, assim, a presença na Final 8 da competição, a disputar entre 3 e 6 de Abril em Elvas.Nos restantes encontros, Benfica e V. Guimarães, duas equipas da Proliga, também causaram alguma sensação ao superarem Lusitânia e Vagos, respectivamente, conjuntos que militam na Liga. Em Elvas marcarão presença cinco conjuntos da Liga profissional (Ovarense, FC Porto, CAB, Ginásio e Barreirense) e três da Proliga (Benfica, V. Guimarães e Física).

Resultados (oitavos-de-final)
Benfica-Lusitânia, 73-69
Atlético-Barreirense, 73-90
CD Póvoa-Ovarense, 59-107
Sampaense-FC Porto, 54-77
Física-Belenenses, 88-85
V. Guimarães-Vagos, 91-76
Queluz-Ginásio, 82-85
Esgueira-CAB, 69-87

quinta-feira, março 13, 2008


CAB Madeira elimina Esgueira da Taça

TRIUNFO (87-69) NOS OITAVOS-DE-FINAL DA PROVA

O Esgueira, equipa da Proliga, a jogar em casa, cedeu perante o CAB Madeira, que compete na Liga (69-87) em jogo relativo aos oitavos-de-final da Taça de Portugal.

domingo, fevereiro 24, 2008

ADS vence Infante

A Fenicia/Sanjoanense alcançou ontem mais uma importante vitória (79 - 66) em busca do objectivo de alcançar os play-off vencendo um opositor directo nessa luta, neste caso o Infante de Montemor. O jogo foi equilibrado até sensivelmente meio do 3º período, altura em que a ADS desequilibrou através de algumas recuperações de bola seguidos de lançamentos convertidos de 3 pontos que acabaram com a defesa zona do Infante. Até final do jogo a ADS controlou o resultado alcançando uma vitória saborosa. De referir ainda que este foi o último jogo da fase regular realizado pela ADS em casa.


Moncho Lopez em acção de observação e charme

Simpático, acessível e atento aos jogos que preencheram a tarde do pavilhão "Os Marialvas", em Cantanhede, assim esteve o novo seleccionador nacional, Moncho Lopez, que aproveita estas jornadas concentradas do campeonato da Liga para conhecer melhor os jogadores nacionais. "A minha presença aqui é fundamentalmente para ver os jogadores "in loco" e tomar o conhecimento do seu estilo e atitude em jogo", adiantou o seleccionador no intervalo do jogo entre Ovarense e Ginásio. Em Cantanhede, Moncho não viu só os atletas, já que aproveitou para fazer uma "operação de charme" junto dos treinadores da Liga: "É necessário conhecer e falar com os técnicos, pois eles são quem mais conhecem os jogadores. Tentarei manter contacto com todos, sem parecer muito chato". Já assistiu ao vivo a alguns jogos da Liga, já viu muitos na televisão, vai continuar atento ao campeonato bem como à Proliga, onde diz "que também há potencial". A atenção de Moncho Lopez também está virada para o seu país, Espanha, onde actua um grande contingente de seleccionáveis. Heshimu Evans poderá ser um deles: "Já tentei falar com o treinador dele, mas não me atendeu o telefone. Voltarei a tentar pois o Heshimu é mais uma hipótese".

domingo, fevereiro 10, 2008


Selecção Nacional de Seniores Masculinos
Moncho Lopez é o novo Seleccionador Nacional
Espanhol, natural da Galiza onde nasceu há 38 anos, Ramón López Suarez, conhecido no mundo do basquetebol como Moncho Lopez, é o novo seleccionador português assumindo o comando técnico da formação das quinas. Moncho corresponde ao perfil traçado desde o inicio para o cargo. Apesar de jovem, o conceituado treinador espanhol já conta com vasto e valioso curriculo que inclui uma medalha de vice-campeão europeu em 2003, com a Selecção Espanhola, actual campeã mundial. O experiente treinador trará consigo toda a experiência adquirida, não só ao serviço da FEB como de alguns clubes das principais Ligas do país vizinho, factores que constituirão uma mais valia para todo o edificio do Basquetebol Português. Depois do 9º lugar de Portugal alcançado no Eurobasket 2007, Moncho López terá a enorme responsabilidade de manter a equipa lusa no topo da Europa, sendo também ele mais um factor de prestigio europeu a aliar ao que os jogadores portugueses granjearam no passado Verão. Moncho López assinará contrato em breve e terá como seu adjunto Rui Alves, um dos membros da anterior equipa técnica responsável pelo êxito no Eurobasket, também ele um jovem de futuro promissor que à frente da Selecção de Sub-16 conseguiu, em 2006, a manutenção na Divisão A europeia.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Mário Palma para já não

Mário Saldanha, presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, disse ontem que Mário Palma não será o próximo seleccionador nacional. "Ele preferiu continuar a ganhar dinheiro", afirmou, referindo que "depois dos últimos resultados a bitola está alta" e, por isso mesmo, não está a ver "nenhum português" dos consagrados. Pelo que, a decisão poderá passar "ou pelo estrageiro, ou pela juventude, e aí apontar mais para o Norte".

sexta-feira, dezembro 28, 2007


Mário Palma: «Estou interessado em treinar a Selecção»
TÉCNICO ADIA A DECISÃO DE OCUPAR CARGO

Mário Palma só deve tomar uma decisão definitiva sobre o convite recebido pela FPB para ocupar o cargo de seleccionador nacional na próxima semana.“Estou à espera de uma reunião com os representantes de um clube que só deverá ocorrer no final desta semana. Assim, vou ter de adiar a reunião com Mário Saldanha, que estava prevista para sexta-feira, para lhe dar conta da minha decisão. Uma coisa é certa, terça ou quarta- feira tenho de resolver o meu futuro”, disse-nos ontem Mário Palma.Segundo o conceituado técnico português, “tudo depende se vou treinar o clube ou a selecção da Jordânia. Se ficar no clube, há possibilidades de treinar a Selecção Nacional. Caso isso não for possível e como regresso a Portugal dentro de dois anos e, nessa altura, estarei interessado em treinar a equipa portuguesa”, assegurou Mário Palma, técnico que levou Angola a dois Jogos Olímpicos.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Mário Palma: «Ninguém falou comigo»

INTERESSE HONRA MAS CONVITE NÃO EXISTE

Mário Palma, actualmente a estudar uma proposta "muito boa" de um clube estrangeiro, assegura que ainda não recebeu qualquer convite para suceder a Valentyn Melnychuk, que vai regressar à Ucrânia.O técnico português assumiu, até Novembro, as funções de seleccionador da Jordânia e está a estudar uma opção que lhe permita regressar, em Maio, ao Médio Oriente, já em "part-time", para tentar a qualificação para o Mundial'2010. "Se a Federação está interessada em mim, isso é dignificante e uma honra, mas ninguém falou comigo e, neste momento, não sei o que se vai passar", explicou à Agência Lusa.O técnico que levou pela última vez o Benfica ao título de campeão nacional, em 1995, não descarta, porém, uma solução parcial na selecção portuguesa. "Sei que a Federação admite ter um seleccionador nessas condições. Mesmo se aceitar a proposta desse clube estrangeiro, até pode acontecer não voltar à Jordânia. Se estiver em aberto a possibilidade de treinar a selecção portuguesa nessas condições, por que não? Não é nenhum problema", sublinhou.