
Liga TMN: Presidente da Oliveirense responsabiliza falta de visibilidade pela desistência
O presidente da Oliveirense, Eduardo Costa, responsabilizou a falta de visibilidade do campeonato da Liga de basquetebol (LCB), e a consequente dificuldade em angariar patrocínios, para a desistência da equipa profissional. Preferindo falar de um "interregno", Eduardo Costa frisou à agência Lusa que a equipa de Oliveira de Azeméis continuará a apostar nos escalões de formação, esperando que sejam criadas condições para que o histórico clube regresse ao principal campeonato de basquetebol. "Temos a determinação fortíssima de regressar ao campeonato da Liga. Mas para isso terão de ser criadas condições que permitam recuperar o interesse dos patrocinadores", explicou o presidente da Ovarense, que esbarrou no desinteresse das empresas. Eduardo Costa admitiu à agência Lusa que os investidores recuaram quando souberam que as transmissões televisivas dos jogos passariam do sinal aberto da RTP2 para o canal cabo RTPN, forçando a Oliveirense a escolher entre um orçamento mais modesto ou o afastamento da Liga. "Chegámos à conclusão de que mancharíamos a história e a tradição do clube no basquetebol se reduzíssemos o orçamento. Não quisemos correr esse risco e preferimos parar", confessou Eduardo Costa, que solicitará, a "curto prazo", uma reunião com o presidente da LCB, José Castel-Branco. Apesar das dificuldades financeiras, o presidente da Oliveirense defende que o caminho não será, por exemplo, reduzir o orçamento mínimo exigido para a inscrição no campeonato profissional, fixado actualmente nos 300.000 euros. "Fazê-lo seria dar um passo atrás na modalidade. O objectivo é dar um salto em frente. Mas para o conseguir, o campeonato tem de ter mais visibilidade para cativar os investimentos das empresas nacionais. Temos de estar nos primeiros canais", defendeu Eduardo Costa. O mesmo dirigente recordou que os dirigentes do clube de Oliveira de Azeméis fizeram nos últimos dez anos "um esforço titânico de milhões de contos" para manter a equipa de basquetebol competitiva e que o retorno desse investimento "exige outra projecção".






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